A obesidade informacional

Em frações de segundo lemos sobre a separação de um casal famoso, o novo ministro do STF, e logo atrás atualizações da novela vigente. E não para por aí. Somos bombardeados por dezenas de notícias diárias que nem sempre irão acrescentar em nada nossa vivência mundana. Para isto dou o nome de obesidade informacional, quando nosso cérebro sobrecarrega-se para processar e armazenar conteúdo irrelevante para a pessoa.

Hoje, recebemos informação demasiada, pois há, num único aplicativo de mensagens, informações inúteis sobre eventos e ações que apresentam total indiferença para nós, mas que mesmo assim, fazemos a questão de lê-las. Além disto, os próprios aplicativos de notícias trazem tantas matérias e manchetes, muitas vezes sensacionalistas, que nos vimos atiçados a ler e absorver tantas e tantas manchetes, que nos saciamos da informação por ora, e acreditamos termos nos inteirado pelo assunto, mas, quando somos postos em discussão, ou simplesmente fazemos esforço para lembrar o que lemos, não conseguimos, pois a obesidade informacional afetou de tal maneira a nossa mente, que já nos encontramos num estado de superficialidade geral sobre os acontecimentos da nossa sociedade.

Não devemos apenas filtrar melhor as informações que temos acesso, mas diminuir a quantidade de leitura. Estranho? Não, pois não adianta apenas você filtrar as melhores notícias com os melhores conteúdos para você ler, seja elas de cunho jornalístico, opinativo ou de temática social, o que importa além da qualidade do que você lê, é a quantidade. Do que adianta filtrar 50 das melhores notícias do dia, se a tua leitura não acompanhar, ou pior, o seu cérebro não conseguir absorver nem 10% da informação lida?

Outro fator determinante para a obesidade informacional de hoje em dia, é que a qualidade do que lemos/ouvimos está baixa, pois todos nós somos formadores de opinião, portanto, mesmo que eu não concorde inteiramente com um cidadão X online, posso tender para sua opinião, caso repetida inúmeras vezes. Um exemplo? As diversas celebridades que opinam, sem freios na língua, suas opiniões políticas. Longe eu de defender uma censura! O problema é que hoje, muitos jovens e adultos limitam sua capacidade intelectual política por estarem apenas em contato com cidadãos sem o preparo para tal. Creio que um cientista político avalie melhor a situação política do país que um cantor nacional. Um economista, seja ele de qual vertente for, e é importante termos contato com correntes diversas, é mais apto para julgar a recente baixa de juros SELIC que uma atriz. E reforço que nem sempre uma pessoa apta para expressar sua opinião terá uma condição acadêmica reconhecida. Da mesma forma que um bacharel em Direito pode expressar desconhecimento pela situação estrutural do país, um motorista poderia explicar com magnificência a situação de cada estrada de cada região do país pela qual já passou.

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