Acerto de contas

Os Estados Unidos da América caminham para a sua 58a eleição presidencialista, que ocorrerá no dia 08 de novembro de 2016. Desde muito cedo, a mesma foi comentada e pauta de notícias e discussões, há meses, nas mais variadas emissoras do mundo, não sendo diferente do Brasil. Nã0 é surpresa que o jornalismo vem decaindo nos últimos anos e que toda a grande mídia está comprada, ainda exercendo o abusivo poder de manipulação sobre a sociedade civil, sobretudo, a parte mais leiga da mesma – que é a, infelizmente, a maioria -.

O país em questão apresenta, hoje, um total de seis candidatos que disputam pela Casa Branca. São eles: o milionário Donald J. Trump (pelo Partido Republicano), a ex-Secretária de Estado Hillary Clinton (pelo Partido Democrata), a cientista e ativista Jill Stein (Partido Verde), o ex-Governador Gary Johnson (Partido Libertário), o ex-militar Darrel Castle (Constitution) e, por fim, Evan McMullin, (independente). Contudo, é sabido que a ênfase é dada, somente, aos dois primeiros partidos, por estarem presentes de uma maneira forte desde a independência da nação, tendo, também, personalidades de peso como Ronald Reagan e Franklin D. Roosevelt em suas histórias, respectivamente, sendo os demais ainda novos e não tendo os poderosos doadores aos seus lados, bem como, consequentemente, influência. Nessa perspectiva, depois de uma acirrada disputa entre os candidatos de um mesmo partido, fortes nomes como Bernie Sanders e Ben Carson foram deixando a corrida e, atualmente, tem-se o cenário já previsto por muitos, no qual, mais uma vez, se resume entre Democratas e Republicanos.

Primeiramente, nesse cenário um tanto quanto divergente e delicado, deve-se compreender a proposta de cada partido, em termos gerais. O Partido Democratas é enraizado por ideais liberais, tanto na ótica econômica quanto na social e política, sendo, essencialmente, menos prepotente e mais diplomático, mantendo um constante discurso populista, ao prometer ajuda a grupos desfavorecidos como crianças, mulheres, negros, imigrantes etc.. Em antemão, o Partido Republicano baseia-se nos valores e ideais conservadores*, isto é, o mesmo busca, em todos os setores da sociedade, preservar tais valores, dentre eles, o direito à vida, uma maior fiscalização migratória, maior intervenção e uma atitude mais firme e presente a respeito da política internacional.

Assim, a Sra. Clinton tem como proposta, de fato, continuar o falho e vergonhoso governo Obama, no que diz a saúde, a segurança nacional, assuntos externos e a própria economia, além de pautar a liberação do aborto no país – o que é alarmante -, bem como buscar armar os curdos na Síria, não apresentando uma solução verdadeiramente efetiva a respeito dos últimos desdobramentos no Oriente Médio. Uma das maiores críticas à candidata é devido ao fato dela ser responsável por vazar informações sigilosas a fontes ainda não confirmadas em sua totalidade (cerca de mais de trinta mil) do governo enquanto servia ao Estado e o financiamento quase que absoluto (se não absoluto) fornecido pelo capital privado, por indivíduos concentrado em Wall Street, além dela ter servido de modo descontente ao longo de seus trinta anos de vida pública.

Já o Sr. Trump – famoso pelo seu direcionamento politicamente incorreto – desde o início de sua campanha, a promessa, a promessa de um país mais poderoso e glorioso, sendo seu principal slogan Make America Great Again (“Faça a América – EUA – grande de novo”, em tradução livre), apelando para a deplorável condição que o país se encontra, política e economicamente, se compromissado a dizimar as entidades terroristas que põem em xeque a segurança da nação e do mundo, a recuperar os empregos perdidos por acordos como o NAFTA e pela alta taxa tributária, buscando, assim, diminuir os impostos e dinamizar, bem como fortalecer a indústria nacional, desafiando a inquestionável hegemonia chinesa dentro do mercado mundial. Trump também propõe banir os imigrantes ilegais e supostos refugiados, bem como um fortalecimento das fronteiras a fim de fortalecer a segurança e o próprio fluxo migratório criminoso originado do México, que é marcado entrada de armas e drogas no país. O candidato em questão é alvo de constantes críticas por não ter revelado os pagamentos de impostos de suas várias empresas, suspender, mesmo que temporariamente, a entrada de refugiados e por apresentar um temperamento característico.

Assim sendo, trata-se de uma disputa acirrada, um tanto quanto incerta e completamente antagônica por parte dos dois candidatos, visionando os EUA de maneiras distintas em diversos aspectos no que tange a moral, relações econômicas, comerciais e diplomáticas. Hillary Clinton apresenta, como principal desafio, a maioria republicana no Senado, o que dificulta a sua governabilidade, o que foi similar ao ocorrido nos últimos meses do governo Dilma, marcados pela forte pressão no Congresso e no Senado que, inclusive, aprovaram seu Impeachment. Trump, em antemão, tem como impasses a grande mídia e todo o establishment, por impedi-lo a efetividade e funcionalidade a nível funcional. Independente de quem assumir, o próximo commander-in-chief terá herdado um país endividado, polarizado, inseguro e fraco, assumindo uma grandíssima responsabilidade por refletir de modo real a curto e longo prazo em todos os Estados Nacionais do planeta.

*Futuramente, um texto a respeito do conservadorismo.

 

 

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