Mentira repetida torna-se verdade?

O que vem em sua cabeça ao falar “formação de opinião“? Colunistas, jornalistas, mídia, etc.? Bem, o ambiente de formação de opinião vem desde o nascimento. O meio determina boa parte do pensamento da criança, portanto, se os pais educam seus filhos com paciência e princípios, ela será uma pessoa com uma base sólida. Caso os pais “eduquem” via gritaria, violência e ausência no desenvolvimento da criança, ela tenderá a ser reclusa, revoltada e irada para com a vida em si. A formação de opinião é contínua, inconstante, mutável e não segue regras, por ser contínua.

O foco desse texto é analisar a repetição de mentiras que tornam-se verdades, além de quão o contato com uma inverdade pode malear o indivíduo a pensar igual tal mentira. No campo do jornalismo, há aqueles com e sem credibilidade. Os com, independente de tenderem ao imparcialismo, direita ou esquerda, compõem uma seleção de profissionais que baseiam seus artigos em fatos reais, ideias com peso e fontes e argumentações coesas e condizentes com o tema. Um dos problemas do mundo atual é que, com a internet, o número de “jornalistas” tem aumentado repentinamente, e nem sempre o brasileiro tem uma maturidade para filtrar qual o melhor conteúdo para ser consumido. Por outro lado, temos os jornalistas (ou formadores de opinião, como queira) sem a devida credibilidade. São profissionais que repetem a teoria da ideia fixa, tendem à militância e ao seletivismo de informação. A teoria da ideia fixa é a repetição de um pensamento, mesmo que inverdade, mas que o indivíduo não consegue desassociar da sua mente (nada longe da hipnose), uma teoria totalmente relacionada com a Tática Goebbels, ministro da propaganda nazista: “uma mentira dita mil vezes torna-se uma verdade”.

E o exemplo mais recente é a tática nazista usada pela esquerda para desmerecer a Operação Lava-Jato, com a falsa notícia de que o procurador do MPF, Deltan Dallagnol (citado no artigo anterior) disse: “Não temos provas (contra Lula), temos convicção”.

Seguindo a mesma linha de pensamento, qual o melhor exemplo da Tática nazista Goebbels do que a militância brasileira? Tanto voltada para a esquerda como a direita! Esta tática nazista é um dos maiores exemplos de politicagem nacional! Na época do nazismo (1933-1945) precisava-se repetir, via comícios, reuniões e palestras públicas as mentiras que seriam impregnadas na mente do povo como verdade. Mas com a internet? Basta uma notícia ser postada (de uma pessoa sem credibilidade) que ela é lida bem mais que Goebbels imaginaria, ultrapassando as centenas de milhares ou até milhões de leituras em poucas horas. Exemplo? “Aécio Neves, se eleito, acabará com o Bolsa-Família”, “Dilma vai implantar o dia do gay”, “Temer vai acabar com os programas sociais, os direitos trabalhistas, vai por todos para trabalharem 12h por dia, todos terão que trabalhar domingo”, etc. E o exemplo mais recente é a tática nazista usada pela esquerda para desmerecer a Operação Lava-Jato, com a falsa notícia de que o procurador do MPF, Deltan Dallagnol (citado no artigo anterior) disse: “Não temos provas (contra Lula), temos convicção”. Por que a esquerda apelou e continua apelando para níveis tão baixos de política? Pois, como já disse o próprio Deltan, uma operação de sucesso só acontece com apoio da população. Não é nenhum pouco dispensável o apoio popular! Para ilustrar a necessidade da opinião pública, na Itália, o maior caso de combate à corrupção foi dado pela Operação Mãos Limpas, prendendo quase 3.000 pessoas e mais 6.000 sob investigação (incluindo empresários e políticos de alto-escalão). Qual a diferença da Operação Mãos Limpas para a Lava-Jato? Infelizmente a tática nazista foi usada para descredibilizar a operação italiana, e no Brasil, ainda estamos caminhando para um descrédito da Lava-Jato (apesar de infeliz, é esta a realidade).

Quão poderoso não é a formação de opinião, não é? Apesar das citações políticas e até da infância sobre o tema, um dos fatores que mais formam a opinião alheia é o contato com uma opinião em detrimento de outra. Bem, por qual motivo as ideologias de esquerda são bem mais populares na juventude que as liberais ou de direita? Pois os jovens tem um contato absurdo e torna-se comum conhecerem e se aprofundarem muito nas ideologias da esquerda (comum, não normal e jamais aceitável). Exemplo? mises-x-marx

Quem é o pensador da esquerda da foto? E o da direita? Um é Marx, mas poxa, nunca vi uma foto desse outro! Só o fato da maioria dos leitores não o conhecerem, já mostra a tendência da educação brasileira para a esquerda (o intelectual da imagem é Mises, pensador e teórico liberal do século XX, autor de As Seis Lições).

Outra forma de formar a opinião é de maneira não intencional. Caso você tenha um contato diário com um grupo social na qual faz-se piadas racistas ou homofóbicas, você tenderá a duvidar dos princípios que teve na infância sobre não ser preconceituoso. Não digo que você se tornará racista ou homofóbico, mas, sua mente não rejeitará com tanta convicção como antes, pois sua mente tende a malear e amenizar tais brincadeiras. E não só de piada faz-se a formação de opinião informal, e sim frases e pensamentos do meio, das pessoas que o cercam. Quando você tem um contato grande com pensamentos que não são iguais ao seu, você começa a abrir a mente para as novas informações. Portanto, que o Brasil cace sua própria solução para não tornar-se um país hipócrita, com opiniões fétidas e inverídicas duma visão de mundo fracassada e inútil para o avanço e progresso do país.

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