Falta de preparo

Com a industrialização tardia do Brasil no governo Getúlio Vargas, houve no país a necessidade de uma população presente nos centros urbanos. Este êxodo rural provocou a mudança de mais de 125 milhões de pessoas para as cidades brasileiras, sem, contudo, criar um plano arquitetônico para suportar toda essa população. Tal ausência de planejamento urbanístico acarreta em uma frágil estrutura sanitária, de tratamento de água, esgoto, sistema de luz, pavimentação e diversos outros problemas estruturais.

Como os problemas estruturais são de questão mais antiga, faz-se necessário conte-los e conserta-los, enquanto previne-se novos casos de falta de planejamento urbano. A prevenção parte da ideia de criar-se cidades planejadas, no intuito de estimular uma meta do trânsito, população e urbanização da cidade em médio e longo prazo para ter-se uma estrutura competente para suportar a população. Estipular, via levantamentos e estudos, quais áreas da cidade mais terá incremento populacional é uma das formas de instalação de estação de tratamento de esgoto, de água, asfalto, rede de luz e outras formas estruturais básicas de um cidadão.

Nos grandes centros urbanos, a prevenção urbanística é mais difícil de incrementar, pois usualmente não há mais aumento populacional. E, infelizmente, introduzir a estruturação urbana numa população que já se encontra na área ocupada, é algo bem mais custoso, pois, na maioria das vezes, faz-se necessário deslocar pessoas, pagar indenização, interromper o trânsito, parar a economia de uma região econômica (dependendo do caso, uma obra pode durar meses). Apesar de todas as dificuldades, esse esforço financeiro é importante e necessário para o crescimento saudável de uma cidade.

Precaver, conter e solucionar são a base para a melhora das condições urbanísticas atuais. O êxodo rural, apesar de ter-se iniciado há em volta de 75 anos, aparentemente uma data tão distante, evidencia o despreparo dos governos brasileiros para encarar o problema básico de quase todas as 5.570 cidades brasileiras enfrentam: ausência de planejamento arquitetônico. Este problema será solucionado com a iniciativa de algum governo. Seja ele federal, estadual ou municipal, parte do poder público a obrigação e dever de cuidar e zelar pela estruturação das cidades deste país.

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