Infraestrutura nacional

Um trem substitui até 300 caminhões numa estrada, sendo mais barato, rápido e útil para a escoação da produção brasileira, segundo o ex-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Por que o Brasil insiste tanto no sistema rodoviário, se tal sistema para longas distâncias é mais custoso que o ferroviário?

O foco em rodovias do Governo Federal não é algo recente, pois recorre ao início do século passado, com o ex-presidente Washington Luís, com sua célebre frase: “Governar é povoar; mas, não se povoa sem se abrir estradas, e de todas as espécies; governar é, pois, fazer estradas”. Historicamente, quem seguiu sua política “rodoviarista” foi Juscelino Kubitschek com a criação das rodovias Belém-Brasília, Brasília-Rio Branco e Cuiabá-Porto Velho.

O Brasil, um país de proporções continentais, ocupando 47,3% do espaço territorial da América do Sul deveria no mínimo diversificar sua malha viária. Dados de 2005 e 2006 apontaram que o Brasil é o 4° país em número de rodovias no mundo (1.751.868km) e em ferrovias caíra de 10° para 11° (29.295km). Tais dados refletem o despreparo do país para lidar com sua infraestrutura. Em tese, o governo federal tem planejamentos estratégicos para desenvolver uma malha ferroviária superior no país. O Programa de Investimento em Logística (PIL) tem metas para alcançar R$86,4 bilhões de investimento apenas em ferrovias e suas concessões. Contudo, a Ferrovia Norte-Sul teve seu início no Governo Sarney (o 1° governo após o fim do Regime Militar) e mesmo assim não há celeridade no processo. A única parte concluída e já em operação é o trajeto Açailândia (MA)- Anápolis (GO). Detalhe: Açailândia não é uma cidade litorânea, portanto, não tem porto. Ainda falta um trecho de 500km para ligar a cidade maranhense até um dos portos paraenses. A próxima etapa é concluir o trecho Anápolis-Estrela D’Oeste (SP) com 700km de extensão.

A conclusão que tiramos da análise sobre as ferrovias brasileiras é que, o Brasil nunca teve um histórico de investimento nessa área. Antigamente os governos focavam seus investimentos estruturais em rodovia para atração de indústrias automobilísticas. Hoje seria para beneficiar as empreiteiras? Uma maneira de monopolizar as grandes licitações do setor nas mãos das empreiteiras que financiaram e ainda financiam o governo petista? Tais ligações das empreiteiras com o ex-presidente Lula e todo o governo petista são comprovadas a cada nova fase da Operação Lava-Jato. E mais uma vez o gigante Brasil é atrasado por não apenas a corrupção vigente nesse governo, mas também pela falta de planejamento e raciocínio econômico na área de infraestrutura. E quem paga mais caro? Somos nós, novamente.

 

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