O nacionalismo de 15 de novembro

Nesse 15 de novembro é evidente a emanação de algum tipo de patriotismo perdido no coração de alguns brasileiros. Tal nacionalismo, não incentivado nem em escolas, nem em trabalho, renasce em raríssimas datas, como hoje, 7 de setembro e em jogos da seleção brasileira de futebol. Creio que é uma vergonha a nação não trabalhar e incentivar o nacionalismo de nossos jovens, apenas ensinando-os a ter raiva da própria nação. Esse sentimento, em prática, não desenvolve discussões que propicie o real avanço do país.

Um dos principais motivos para a ausência do nacionalismo é a confusão que há entre pátria/nação e governo. A sociedade mescla a irresponsabilidade da história dos governantes do Brasil, e principalmente, da governança da era PT no país com a nação brasileira. A diferença, que poucos conhecem, é que o governo não é o mesmo que nação. O governo serve para atuar na construção momentânea do país, com plano de desenvolvimento econômico e com uma base política sustentável, comumente associado ao poder executivo. Já a nação, é o conjunto de cultura, valores, moral, ética, história, geografia, e toda a gama de informações gloriosas de um determinado povo. Por isso, é mais que aceitável, e não redundante, que haja pessoas nacionalistas/patriotas e sejam contra o atual governo. Isso não é contradição, isso é ordem e progresso.

“Um povo que não conhece a sua própria história está condenado a repeti-la”

Para aproveitar o conteúdo midiático atual, trataremos dos recentes atentados terroristas na França. Quando ocorrera tais atentados, muitos brasileiros que não fizeram sua obrigação de doar uma garrafa d’água para as vítimas da barragem em Mariana-MG, nem ao menos colaboraram divulgando informações sobre como doar, reclamaram que o povo brasileiro é hipócrita de solidarizar-se com as vítimas francesas e não com as nossas. Para esses, eu digo apenas: situações diferentes, dores iguais. O coração humano, independente da pátria, da situação interna de um país, de tudo, deve ter complacência de compartilhar da dor alheia.

Apesar de todos os pesares que sinto com a ausência do nacionalismo, evidenciado nesse dia 15 de novembro, sem ver um desfile cívico, bandeiras do Brasil tremulando ao vento, pessoas perguntando qual data comemora-se hoje, pessoas sem o devido conhecimento da história do seu próprio país, me entristece. “Um povo que não conhece a sua própria história está condenado a repeti-la”, disse Edmund Burke. Na próxima data com o mesmo teor cívico desta que vivemos hoje, almejo encontrar a nação brasileira exaltando seus heróis. Os verdadeiros heróis.

Viva a República

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