Fracasso educacional brasileiro

O Brasil, sendo um país de proporções continentais, e líder da economia latina, deveria investir e desenvolver-se na área educacional, para melhorar a cultura e qualificar nossa mão de obra. Contudo, o Ensino Médio brasileiro empurra informação excedente ao estudante, ocupando a mente de um futuro diplomata com a reprodução das plantas briófitas. O Brasil não forma um advogado no Ensino Médio, forma um aluno com conhecimentos gerais que irá para o ensino superior sem compreender o próprio curso na qual adentrou.

Estudiosos, professores e especialistas do ensino médio brasileiro alertam para um excedente informacional dado ao aluno. É dado conteúdo em excesso, em pouco tempo, sem a real absorção do conteúdo. Ele recebe “toneladas” de assuntos acadêmicos sem ter necessidade disso tudo. Em países onde a educação é o foco governamental (Finlândia por exemplo), o plano educacional exalta a qualidade do aluno. Se ele compreende, se interessa e planeja tornar-se um médico, o foco dele deve ser a área de biológicas. Como um futuro advogado deve focar na matemática econômica, história, geografia e cenário. As médias escolares destes alunos deveriam focar no seu plano de vida, e não em generalização como é feito hodiernamente.

Por ser estudante do 2° ano do Ensino Médio, eu entendo e vivo os gargalos do sistema. Para entrar numa universidade, eu preciso realizar o ENEM ou, se ainda existir, o vestibular tradicional da determinada faculdade. Nos Estados Unidos, o aluno manda para as universidades que tem interesse seu boletim do Ensino Fundamental e Ensino Médio, além das atividades extracurriculares. O aluno é avaliado pelo seu percurso durante seu tempo de estudo no EM. Você é reconhecido pelos três ou quatro anos na qual estudou, para entrar na universidade. Aqui no Brasil fazemos um exame, em um ou dois dias, para qualificar nossa capacidade. Contudo, um mísero exame não me qualifica, pois isso não é o bastante. Isso não reconhece meus esforços extracurriculares, meus esforços estudantis e muito menos minhas notas durante todo o EM. Imaginemos que o aluno João lera diversos livros de história geral e geografia, fez visitas à cidades históricas no Brasil afora, criara um projeto na internet para divulgar seu amor pela história, e além do mais, fizera artigos publicados em jornais em nível nacional. João quase fechou humanas no ENEM, mas não passou no curso de história porque foi mal em matemática. Agora o aluno Bruno, que apenas estudou o que sua apostila pediu, e por seu esforço acadêmico conseguira ir bem na prova de matemática e um bem na de humanas, conseguira passar no curso de história, mesmo sem ter um conhecimento profundo da área. Diga leitor, qual aluno se dedicaria mais no curso de história e se tornaria um ótimo profissional da área? João ou Bruno? O Brasil escolheu o Bruno, e o mundo, João.

“Para uma seleção igual todos farão o mesmo exame: por favor, escale aquela árvore”.
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