Culpabilização do PT e a visibilidade do executivo

Corrupção, retração, economia decrescendo, improbidade administrativa, desvio de verba, e tantos outros problemas que o país sofre. É de costume associar estas dificuldades ao Partido dos Trabalhadores, já que tem Dilma Rouseff com o cargo máximo eletivo da república brasileira, de presidente da república. Contudo, o foco ao PT é tão grande, que os outros partidos são automaticamente eliminados de qualquer atenção do povo. Panelaço faz-se necessário para o pronunciamento do partido da presidente, mas não para a construção de um shopping no Congresso Nacional orçado em um bilhão de reais. Difícil é achar a lógica nisso.

Nenhum caso de corrupção deve ser passado limpo. Mas chega a ser engraçado como o único escândalo de corrupção com grande enfoque na grande mídia seja a crise na Petrobras. Somente na Operação Zelotes é estimada uma perda de R$ 19 bilhões, 3x a mais que a perda por corrupção da Petrobras. Se você for se informar sobre o avanço das investigações do metrô de São Paulo, não assista à Globo. Não irá encontrar nada. Neste artigo não gostaria de isentar determinados escândalos, mas sim reivindicar a presença de alguns na grande mídia.

Há no Brasil uma cobrança tão gigantesca ao executivo, fazendo o legislativo ter uma atenção mínima na mídia, mesmo tendo poder equivalente. O legislativo não sofre pressão popular nenhuma! O poder é equivalente, a pressão é zero. Isto faz com que o legislativo não trabalhe. Tomemos o exemplo do governador do Tocantins. Cortou o orçamento estadual em 0,42% para economia de gastos, está trazendo a Feira Literária Internacional do Tocantins de volta, e apresentou ideias para uma industrialização do estado. E sofre pressão por mais, muito mais. Término das obras do HGP (Hospital Geral de Palmas), pavimentação de rodovias estaduais e a atração de empresas para a geração de empregos. Enquanto o legislativo aprova repúdio a beijo na novela e moção de aplauso para cidadão A ou B. Na prática, nada que melhore o funcionamento do estado, pelo contrário, quase foi aprovado um aumento salarial para o governador e secretários estaduais, no meio de tamanha crise. Cadê o panelaço? Ou a indignação? 

Panelaço faz-se necessário para o pronunciamento do partido da presidente, mas não para a construção de um shopping no Congresso Nacional orçado em um bilhão de reais. Difícil é achar a lógica nisso.

Políticos não progressistas, que tendem a não avaliar a situação do país, apenas buscam melhorias para classe A, B ou C, setor de carne ou de produção de soja, por exemplo, excluem outros setores desses benefícios fiscais e geram prejuízos ao país. Políticos que fazem oposição à uma emenda apresentado pelos governistas, sendo esta altamente efetiva para o povo, mas que tenha sido contrário somente porque faz oposição por oposição não merecem nosso respeito. “Olho pra quem, e não por quem” Frédéric Bastiat, deputado francês do século XIX. E é claro, aqueles que além de tudo isso, são financiados por empresas, usualmente empreiteiras, são eleitos e precisam, ilegalmente, pagá-las, fraldando licitações e apropriando-se de parte do dinheiro. Tudo isso é esquecido pelo povo, se este determinado político for do legislativo. 

Não espere dos políticos, seja você a mudança
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