Pobreza

   A pobreza é uma realidade mundial, e todos nós somos acostumados a nos deparar com esta, no nosso cotidiano. Quando saía pela manhã para comprar o pão no mercadinho mais próximo de casa, para o café, me deparava, quase todas as vezes, com um mesmo cidadão que estava a procura de restos alimentícios ou materiais dentro dos lixos da rua etc.. Não gostava nem um pouco de ver aquilo, como que eu, indo comprar pão para comer, vivo num mesmo mundo em que alguém se submete a comer lixo, ou, muitas vezes, nem isto ? É complicado…

  

    A nível de Brasil, a pobreza diminuindo gradativamente, ao menos, é o que dados afirmam… Tem-se a discussão se isso é realmente verídico, uma vez que, o povo se endividou após a liberação de crédito no Governo Lula para fortalecer o mercado interno, por não saber usá-la de maneira sábia e, desde então, trabalham para pagar contas, basicamente, além dos produtos estarem consideravelmente caros, comparados com o salário mínimo e a carga tributária que é imposta sobre eles (esta, para mim, a principal). Mas o aspecto econômico não será abordado neste texto, pois nele será abordada uma questão que muitas pessoas nem param para refletir antes de argumentar sobre a pobreza e suas consequências, limitando-se em culpar a educação (neste caso, a escolaridade) e o sistema econômico supostamente adotado no Brasil, o capitalismo. Será abordada aqui, caro leitor, a questão da educação. Mas não a educação em relação à escolaridade, à sistemas educacionais, à escolas. A educação individual, no sentido literal da palavra, relacionada  ao caráter da pessoa.

   Tomemos como exemplo , caro leitor, o do cidadão com quem me deparava quase todas as manhãs, quando eu saía para comprar pão. Bem, muitas pessoas o via também e nenhuma vez, ajudaram-no com nada. Bastasse que uma, apenas, chegasse até ele e oferecesse algum alimento, algum dinheiro e o desse algum conselho, arrumasse a ele algum trabalho, para que pudesse mudar sua vida… Tenho certeza que ele ficaria extremamente feliz e faria algo a respeito. Contudo, ainda nesta ideia, muitos simpatizam do discurso “trabalho tem em todo lugar, ele está assim porque é vagabundo mesmo” ou “se eu desse dinheiro, ele iria se drogar”. Bem, a situação que ele se encontrava já era extrema, ele não acreditava mais em si mesmo e havia aceitado a situação. Mas analisemos se um morador de rua chegasse até você, caro leitor, e pedisse alguma quantia de dinheiro. O certo a se fazer seria tratá-lo bem, chamá-lo de “senhor”, desembolsar uma quantia que dê para que ele, ao menos, se alimente decentemente, como cinco reais, por exemplo, desse um conselho a ele etc., ou seja, o tratasse com EDUCAÇÃO e como um ser humano, não como um verme. A pessoa já está em uma situação humilhante e de que ela não se orgulha, e ainda por cima é tratada como uma aberração, algo desumano, pela sociedade. Então, partindo desse fato, tente me convencer que é provável que esta pessoa suba na vida e abandone a situação que está. Qual a motivação que ela tem, quando todos a repudiam e a mesma não é aceita na sociedade, quando a sociedade não a trata com educação ? É impressionante como uma pessoa chega a gastar centenas, se não milhares de reais em uma refeição, adotando a mais fina etiqueta, e não é capaz de dar cinco reais e tratar um pedinte com educação. E, no caso do medo de que ele fosse se drogar, tente imaginar um falido milionário, se drogando ou bebendo as últimas doses de seu caro uísque, devido a situação humilhante em que ele se encontra no momento… Qual a diferença ? No julgamento da sociedade, eu diria. O mendigo, se bebe, se usa drogas, é porque não lhe restam mais forças para lutar, porque a condição que vive é muito humilhante…

   O ponto aqui não é de acabar com a pobreza no mundo todo, isto seria muito utópico, mas sim de fazer cada um a sua parte dentro do meio onde vive, tratando os que precisam de ajuda, com educação e tentando ajudá-los da melhor maneira possível e parar de esperar a reforma na escolaridade, a ação governamental, que está por vir há décadas e nunca veio, tampouco ser um hipócrita nojento, colocando a culpa no capitalismo e, quando se depara em uma das situações citadas acima, nem olhar nos olhos do sujeito, olha, de repúdio. Eu queria ter feito algo quando tive a oportunidade, mas isto foi há um tempo considerável e ainda não me preocupava com nada, senão o próximo episódio do meu desenho animado favorito… Conclui-se então que uma das causas culturais da pobreza está na falta de educação, não dos pobres, mas das pessoas de fora.

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