João e seu dinheiro

João da Silva tem R$50,00. Com isso, ele compra um ingresso no cinema por R$15,00 e leva a filha ao teatro infantil, por R$5,00. Além do mais, compra dois litros de leite por R$6,00, um saco de arroz por R$10,00, e R$9,00 de remédio na farmácia popular. Com os R$5,00 restantes compra o jornal local. Contudo, João da Silva mora no Brasil, e a carga tributária brasileira está  em torno de 40%. Então, devemos rever a conta, e  devemos ver o que não se vê…

Os preços apresentados anteriormente são fictícios e representam o valor de mercado. O governo, mão de ferro, tira da carteira do João R$20,00, referente aos impostos. Sobra-lhe R$30,00, e é claro, ele priorizará os itens básicos da sua lista de compras. Comprará seu leite, seus remédios, seu saco de arroz e ainda compra o jornal. Infelizmente não lhe sobra dinheiro para ir ao cinema nem para levar a filha ao teatro. E o que o governo diz? Arrecadas este imposto, mas financiarás as artes e expressões culturais, seja com financiamento de materiais de produção de filmes locais ou de capital liberado para as agências de teatro.

Sem a presença da mão maciça do estado, teríamos como patrocinar e incentivar a arte cinematográfica e teatral  diretamente com o nosso dinheiro. Mas já que os impostos exorbitantes vão para orçamentos diferentes, separados, enviados para diferentes secretarias ou ministérios, desviados, e então chega ao seu destino, não necessariamente integral, mas chega. E chega para financiar uma peça teatral com, por exemplo, a locação de um espaço público para a apresentação. E quem assistirás? A população está afogada sobre impostos e mal consegue manter os gastos básicos, como irá sustentar a indústria moveleira, cinematográfica, teatral, automobilística…? Não hei de sustentá-las. Por isso, para o desenvolvimento saudável da oferta de emprego e a defesa do mantimento do lucro das indústrias do país, é necessário oferecer poder de compra para os consumidores, e a melhor forma de fazê-lo, é reduzindo a presença do estado e dos impostos.

Se os impostos cobrados fossem mais amenos, haveria mais gasto com produtos nacionais que incentivam a indústria nacional. Nessa hipótese, nós brasileiros teríamos o poder de consumo bem forte. O imposto antes desviado e que financiavas parte não muito expressiva da indústria, foi substituído pelo consumo do próprio consumidor. Há uma circulação de dinheiro bem mais interessante neste caso, mas também há menos dinheiro para irrigar a mão de políticos corruptos distribuídos pelo Congresso Nacional. Torçamos e pressionemos o Congresso por uma Reforma Tributária. Isso é urgente.

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